Cotas em Empresas: solução para o etarismo?

As leis de cotas costumam dar margem a debates inflamados por serem utilizadas, via de regra, em assuntos polêmicos, já que garantem vagas para minorias em locais onde tradicionalmente o acesso lhes seria bastante complicado, quando não impossível.

Já passamos por isso nas universidades, estamos discutindo a questão nos concursos públicos e agora os debates pairam também sobre nossas empresas: cotas para mulheres em Conselhos de Administração, cotas para deficientes nas organizações, para negros, mulheres, e minorias de forma geral.

Nas empresas, a mais conhecida possivelmente seja a Lei de Cotas para Deficientes, hoje com quase 25 anos de idade, regulamentada e cumprida por menos de metade das empresas brasileiras. Verdade seja dita, há somente cerca de 12 anos é que ela efetivamente começou a ser fiscalizada no país: esta lei determina que a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiências em proporções que, na prática, aumentam com o tamanho da empresa.

Para alguns, as cotas são vistas como possibilidade de inclusão, para outros, discriminação. Uma coisa é certa: elas abrem caminho para as minorias.

Quando falamos em minoria, pensamos num número pequeno, inexpressivo. Vamos ponderar alguns números então...

De acordo com dados recentes, a Lei Brasileira de Inclusão (2016) veio para reforçar os direitos dos portadores de deficiência, beneficiando 45,6 milhões de brasileiros, ou seja mais do que uma Argentina inteira!.

Sem a Lei de Cotas, aquela que não é cumprida, quantas destas pessoas conseguiriam um lugar no Mercado de Trabalho? Você, que está lendo este artigo, contrataria uma pessoa portadora de deficiência se não fosse obrigado a faze-lo?

Agora vamos brincar um pouco com a nossa imaginação. Vamos pensar nos idosos do Brasil, sim, aqueles com mais de 60 anos, que as empresas querem ver longe, aposentados!. Aliás, aqueles que as empresas rejeitam desde os 45, 50 anos!. Aqueles para os quais nem se cogitam cotas, aquelas 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos que hoje vivem no Brasil .

Dentro de 10 anos, as pessoas que hoje estão com 50 serão a sexta maior população de idosos do mundo! E nossas empresas não estão fazendo nada para se preparar para isso! Pior, os próprios "interessados" não estão se preparando!.

Algumas tímidas iniciativas, que de tão inusitadas ganharam páginas de revistas importantes: empresa x contrata 2 profissionais com idade acima de 60 anos. Dois! Ok, como temporários, sem uma função definida, mas já é motivo de comemoração! Afinal, alguém pelo menos está fazendo alguma coisa!

E você? Contrata profissionais com idade acima de 60 anos? Ok, acima de 50? De 40? Qual é o percentual de profissionais com mais de 50 anos na sua empresa?Existem chances de desenvolvimento para profissionais mais velhos na sua organização?

 

Quantos anos você tem? Será que não está na hora de fazer algo à respeito? 

Será que a única solução para o problema será a implantação de cotas obrigatórias para as empresas?

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